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Fotografar bem os seus arquivos

Seis regras, tiradas de vinte e duas mil fotografias feitas em cinco arquivos. Uma boa fotografia lê-se com fiabilidade; uma má custa-lhe uma página.

A luz primeiro

Desligue o flash, procure a janela, evite a sombra da sua própria mão. Uma página subexposta mas uniforme lê-se melhor do que uma página clara atravessada por uma sombra.

Plana, de frente

O sentido de leitura não importa — a ferramenta endireita-o —, mas uma página fotografada em ângulo perde as margens. Segure a máquina mesmo por cima, e não em diagonal.

A página inteira, margens incluídas

Folios, carimbos e cotas estão nas margens. Enquadre largo: a ferramenta encontra o texto, mas não recupera o que ficou fora do enquadramento.

Uma página dupla, uma só fotografia

Um livro aberto fotografa-se de uma só vez e lê-se como uma única página. É metade das fotografias e uma única página a contar.

Não mude o nome a nada

A ordem em que as fotografias foram tiradas é a ordem da caixa; o nome que a máquina dá conserva-a. Basta uma pasta por cota ou por dia — a ferramenta percorre as subpastas.

Não retoque nada

Sem recortar, sem rodar num editor: cada gravação recomprime o JPEG e estraga ligeiramente o texto. Deposite o original tal como está, a ferramenta trata do resto e conserva-o intacto.

Veja-o nas suas próprias páginas

Cem páginas transcritas e traduzidas, durante um ano, sem cartão bancário.